||||||||||||||||||||||||||||||| Walk and Talk

e agora, josé?

July 6, 2009 · 2 Comments

Pode até parecer coisa de gente doida. E na verdade, até pouco tempo atrás, eu achava que de fato era. Mas conversando com alguns amigos percebi que não sou a única maluca / cricri a não tolerar certas situações.

Foi então que resolvi escrever sobre algumas das coisas mais embaraçosas desse mundo.

| encontrar semi-conhecidos na rua

Sabe aquele amigo do amigo, ou aquele cara que trabalha no mesmo lugar que você mas vocês nunca passaram do “oi”, ou ainda aquela menina que estudou com você há mil anos mas você não tem certeza se ela te reconheceu (e mesmo que reconhecesse, vocês não teriam o que conversar)? Não sei vocês, mas eu tenho pânico de encontrar pessoas assim. Prefiro ver alguém de quem não gosto declaradamente, porque já sei o que fazer e como agir. Mas ficar do lado de alguém sem saber o que conversar, ou então ficar naquela troca de sorrisos amarelos… nossa, não!

| acharem que o cocô foi meu

Entro no banheiro da agência e uma das cabines está ocupada. Tranquilamente entro em uma outra qualquer. Enquanto faço meu xixi, ouço que alguém saiu da outra cabine. Quando saio, a outra pessoa já se foi e eis que percebo a situação tensa. Lá estamos nós: eu e o fedor do cocô alheio. Por mais que seja um banheiro e que banheiros foram feitos pra coisas assim, não suporto a idéia de alguém entrar nesse meio tempo e achar que eu sou a fedida.

| ouvir vizinhos transarem

Apesar de antigo, o prédio em que moro tem paredes finas. Como descobri isso? Bom… alguma das minhas vizinhas tem orgasmos realmente barulhentos. E olha, tenho certeza que não sou das pessoas mais puritanas e recatadas, daquelas que ficam escandalizadas facilmente, mas escutar acordar com gemidos me deixa sem graça. Eu tento ignorar, mas fico lá acordadona esperando acabar. Só que, por outro lado, não quero ser nenhuma voyeur espiando o prazer alheio. E ainda por cima, nem acho que casais devem ser silenciosos nessas horas. Eu só acho que toda parede deveria ser grossa, e toda janela à prova de som.

| receber ligação de instituições de caridade

Uma vez li que os e-mails que mais recebem spams são os que começam com a letra M. Todos os meus e-mails começam com M e posso garantir que essa afirmação é verdadeira. Mas acho que a regra também vale para telemarketing, porque MUITA gente me liga. Normalmente, eu tenho um super jogo de cintura e digo pras telefonistas “olha, seguinte, pra economizar seu tempo e o meu, eu realmente não tenho interesse, ta? Liga pra alguém… boa sorte.” Mas se me ligarem e falarem de criança doente… aí fodeu: to pobre.

| pagar cofre

Sim, eu sei que todo mundo tem e todo mundo já viu algum. Já vi cofre de tudo quanto é tipo, blz. Mas quando alguém vê o meu cofre, eu morro de vergonha. Fico vermelha, sem graça, sem reação, sem saber o que fazer. Se um dia eu estiver pagando cofre na sua frente, sei lá, não me avisa ta? Não me deixa saber que você viu.

* Atenção: este post será complementado de tempos em tempos.

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rapidinha#5

July 5, 2009 · Leave a Comment

Realmente, não se pode ter tudo na vida. Hoje foi um dia em que a internet brincou de “olé” comigo.

Comecei o dia de um jeito estranho: com wi-fi e com antivírus, mas sem internet.

Depois, com a ajuda de um amigo, arrumei a conexão. Então fiquei com internet e com antivírus, sem wi-fi.

Agora, de noite, resolvi arrumar tudo. reinstalar e reconfigurar o roteador. E pra isso, tive que pausar o antivírus. Mas quem disse que eu tinha a senha pra ativá-lo novamente?

Então termino o dia com wi-fi, com internet e sem antivírus.

¬¬

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pensando alto #6

June 29, 2009 · 1 Comment

Anos atrás, quando eu desenhava bastante e postava tudo num desenholog,  me perguntavam por que eu desenhava pessoas sem boca.

Hoje, muito tempo depois, sei a resposta: porque algumas coisas não precisam e nem devem ser ditas. São boas só de sentir e ficar lembrando.

Também me perguntavam por que nunca acabo meus desenhos, são sempre rascunhos. Bom, pra essa pergunta eu ainda não sei a resposta.

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na hora certa

June 27, 2009 · 5 Comments

Por mais que pareça óbvio que todos nós um dia morreremos, nunca tinha cogitado que um dia Michael Jackson morreria.

Confesso que quando a notícia chegou, todos comentando lá na agência, me diverti MUITO com o tanto de piadas que foram surgindo uma atrás da outra. Mas já de noite me peguei pensando: caceta, o cara morreu! Fiquei bem triste.

Agora, vendo um especial no Multishow, começo a pensar que nada é por acaso. De certa forma, foi bom ele não ter feito a turnê de julho. Imagina desmanchar uma imagem que todos nós temos de um Michael forte, cheio de movimentos firmes, fazendo de tudo com o corpo. Imagina ver um Michael fraco, quase sem voz e esquálido se apresentar para milhões de pessoas.

Ele é um ícone, sempre vai ser. E quando pensamos em sua carreira, em seu talento, vemos um homem-show. E não o personagem indecifrável que estampou capas de revistas e sites nos últimos anos.

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o outro recado

June 18, 2009 · 2 Comments

Depois das férias, algumas pessoas me perguntaram sobre a volta, sobre como estaria sendo difícil tornar a trabalhar depois de 31 dias longe de tudo e de todos. Confesso que acordar com o despertador depois de tanto tempo não foi das coisas mais fáceis, mas na verdade eu estava me sentindo renovada.

Acontece que quando cheguei ao trabalho, percebi que mesmo tendo ficado fora, não fiquei totalmente ausente da vida de alguns dos meus amigos do trabalho. Fui recebida com demonstrações de carinho das mais variadas.

Mas uma delas eu preciso compartilhar. Lembram deste post? Pois é, entre uma das coisas que fizeram meu coração ficar mole, estava um diário que dois amigos fizeram sobre o que sentiam enquanto eu viajava. Fofos. E o diário termina assim:

metoo

São alguns detalhes e algumas demonstrações como essas que fazem a gente lembrar qual é o nosso lugar certo. É por pequenas coisas como essas que “voltar” pra casa é tão bom.

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rapidinha#4

June 16, 2009 · Leave a Comment

Murphy, o cara da lei, trabalha na Mastercard e resolveu tirar uma com a minha cara.

Depois de tirar férias, ter ido viajar e ter sobrevevido o mês inteeeeiro às custas do cartão de crédito eu recebi um e-mail. Ainda ontem dei aquela passadinha esperta no Free Shop, comprei dois perfumes, e usei meu cartão pela última vez nos próximos meses de dívida. Então hoje eu abro meu e-mail e: http://twitpic.com/7kpah/full

¬¬

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arrumando as malas

June 14, 2009 · 1 Comment

E como já diria Dorothy, “não há lugar como o nosso lar”.

14 de junho de 2009: fim das férias. 15 de junho de 2009, acordo em GRU e volto à minha vida normal.

Depois de 31 dias de férias e 28 dias de viagem, o alívio virou saudade, a distância virou saudade, os pensamentos viraram saudade e me deu vontade de voltar pra casa.

É claro que foi um mês maravilhoso, sensacional, lindo e feliz. Talvez eu até pudesse passar a viver aqui algum dia, como fazem milhares de pessoas dos lugares mais surreais de todo o planeta. Mas essas pessoas, além de mais corajosas que eu, talvez não tenham pessoas tão legais pra deixar pra trás. Só que, bom, eu tenho.

Tenho uma mãe fofa, tenho amigos fodas, tenho (mentira, alugo) um apartamento gostoso e tenho uma vida pra lá de batuta. Tenho problemas, claro, mas levando em consideração que sou super saudável e nunca passei fome (por mais piegas que a afirmação pode parecer), meus “problemas” são só frescuras. Coisas que, com mais ou menos tempo, tenho condições de resolver e arquivar.

Sair da rotina é bom, mas grande parte de ser bom vem da segurança de saber que logo tudo voltará ao normal e tomará seu devido lugar. Assim como ter uma rotina é bom, mas grande parte de ser bom está em ter o controle nas mãos e poder quebrá-la sempre que quiser.

A partir de terça-feira, minha vida volta ao normal, meus twits voltam a0 normal, e até mesmo eu volto ao normal. É só eu descobrir o que “normal” significa. ;)

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o recado

June 3, 2009 · 2 Comments

“love you”, só isso.

P1000311_WT

Esse é o interruptor do quarto da minha amiga, o qual invadi, no apartamento em que ela mora com mais duas pessoas. A declaração já tinha me chamado atenção antes, mas hoje perguntei:

- quando você se mudou, já estava escrito?
- já.
- você achou fofo?
- achei.
- também.

É uma declaração de amor, explícita e sucinta, em apenas duas palavras que não deixam dúvida quanto à mensagem. Mas a minha cabeça fez varias suposições enquanto eu escovava os dentes.

A letra / caligrafia não dá nenhuma dica se a mensagem foi escrita por um homem ou uma mulher. Teoricamente, isso já me permitiria traçar todo um perfil imaginário sobre a pessoa, mas depois lembrei que, mesmo que ficasse claro quem escreveu, não daria para concluir se teria sido pra um homem ou pra uma mulher. Isso sem contar a possibilidade de ter sido de uma mãe ou de um pai pra um filho, ou uma mensagem de apoio entre irmãos, ou ainda de terem escrito na hora de deixar o apartamento, justamente com a intenção de ativar o cérebro do próximo morador do quarto.

O interruptor me trouxe uma idéia (óbvia) de ligar e desligar. O que daria um sentido meio triste à tal história, ao pensar que no dia da mudança, ao apagar a luz, o amor também se apagou. Ou então, partindo da idéia de o quarto ter sido de um casal, talvez a mudança de cada um tenha acontecido em tempos diferentes: a pessoa que escreveu deixou de amar e foi embora, a segunda, triste, resolveu se desligar de vez daquela mensagem e partir para um lugar com novos interruptores.

O momento em que eu via a mensagem também traz um certo significado à declaração. Ela só foi lida, pelo menos por mim, na hora em que eu estava deixando o quarto, ou na hora de dormir, ao desligar a luz. Ou seja, o “love you” passava a ser uma mensagem de despedida, dando um certo conforto final.

Seja como for, gosto de ver o recado. Gosto de pensar no quão gratuito foi pra quem escreveu, e no quão importante foi pra quem leu.

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rapidinha#3

June 1, 2009 · Leave a Comment

De vez em quando eu entro no Youtube com um único propósito: dar risada. Nessas horas, tem alguns vídeos que eu simplesmente não me canso de ver. Mesmo na décima vez, ainda acho graça. É o caso dos videoclipes “Literal Version“, como esse do RHCP:

Outro que também é excelente é Penny Lane.

Esse post poderia se chamar: “coisas absurdamente bestas feitas para deixar a gente feliz” ou “felicidade gratuita e espontânea com apenas um ‘play’”

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Aprendendo a olhar pra cima

May 25, 2009 · 5 Comments

Estou atualizando pouco o blog, o twitter e o flickr. Não estou entrando no Messenger e só vejo o gtalk uma vez por dia pra ver se tem e-mail novo. Não tenho visto sites legais e nem notícias interessantes. Skype só pro tradicional “oi” pra minha mãe. E tudo isso tem um grande motivo: estou de férias.

Não são férias do trabalho e nem da escola, são férias de mim mesma, da minha vida habitual, das minhas rotinas nem sempre opcionais, das pessoas que eu não gosto, também das que eu gosto, da minha casa, dos meus seriados preferidos, do meu celular, de tudo. Absolutamente tudo.

Coloquei algumas coisas essenciais dentro de uma mala não muito grande e vim para uma cidade onde nunca estive, “morar” com uma amiga com quem não convivia havia 3 anos, dividir apartamento com 2 caras que nunca antes vi na vida. Acabo de chegar em casa depois de passar o dia inteiro andando meio que sem rumo.

Mas em pouquíssimo tempo, uma cidade de arranha-céus te ensina uma coisa imprescindível: de vez em quando, pare tudo o que estiver fazendo e simplesmente olhe para cima. Na biblioteca, por exemplo, vi o teto mais bonito do que de qualquer igreja. Ao ar livre vi pássaros alheios a toda a confusão urbana e, sobre os altíssimos prédios empresariais nos quais milhões de pessoas trabalham para destruir e construir coisas, vi arte. São telhados trabalhadíssimos, com formas e cores, que como desculpa por invadir o céu azul compensam a intromissão oferecendo esculturas.

Janelas em arcos, caixas d’água antigas, letreiros luminosos, sinalizações. Uma realidade à parte, ignorada, mas tão real quanto o que estamos acostumados a ver. As coisas ficam mais bonitas e parecem até fazer mais sentido quando mudamos um pouco só nosso ponto de vista, quando fugimos de um olhar viciado. Você percebe que por mais caótico que a vida pareça, tudo tem seu objetivo, todos têm seu lugar.

NYC 051

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