O que não me diz eu vejo. Está em pequenos gestos, alguns detalhes que saem naturalmente mas que não passam por mim despercebidos. Atitudes impensadas, as melhores delas. Observo tudo, a todo momento.
O que não me diz eu sinto. Não só no calor das mãos e de toda a pele, mas no gosto de cada toque. Mais intenso do que eu previa, do que pude algum dia imaginar. Importante e cada vez mais. Presente.
O que não me diz, eu imagino. E na minha cabeça nada tem limite, nada é óbvio e nem mesmo fácil. Mas é possível.
O que não me diz, eu somente não ouço.
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