Ando sumida, eu sei. Mas desde a última vez que escrevi aqui, algumas coisas aconteceram. Tenho usado o tempo mais pra viver do que pra relatar o que vivi.

Acho que a principal mudança que aconteceu nesse tempo foi a de emprego. Eu precisava dar um “refresh” no trabalho porque, não dá pra enganar, quando se é publicitário a vida profissional guia a vida pessoal. Ela acaba influenciando no jeito como você vê todo o resto. Então, mudei. E depois de dois meses na agência nova estou me dedicando a inverter esses valores, pelo menos na minha cabeça.
Virar essa chave de não está sendo exatamente fácil. É como se eu tivesse pressa que alcançar uma meta sem exatamente saber que meta é essa. Uma espécie de confusão calma, lenta e incômoda. Talvez isso tenha alguma coisa a ver com meu aniversário, que também aconteceu nesse intervalo em que fiquei sem escrever por aqui.
Em março fiz aniversário, 29 anos. Desta vez caiu bem na quarta-feira de cinzas. O nome “quarta-feira de cinzas” parecia um prelúdio do turbilhão de questionamentos e confrontos que invadiram minha cabeça. Sobre o que é amizade, sobre quem são meus verdadeiros amigos, sobre como demonstrar pra quem gosto o quanto gosto e sobre como lidar com expectativas e frustrações. VINTE E NOVE são quase 30, não excluo a possibilidade de eu estar em crise.
Mas pela primeira vez a sensação de não estar sozinha é constante e boa. Um ponto firme de apoio. E entre as mudanças que aconteceram recentemente está a mais importante delas. O que era meu virou oficialmente nosso, e independente do que aconteça durante o dia a certeza é que dentro de casa temos paz. Uma tranqüilidade feliz e natural. É só trancar a porta que os problemas ficam barrados do lado de fora. E assim a gente descobre que precisa de muito pouco de tudo aquilo que procura.
Mas nem por isso vai deixar de procurar. ;]
Que bonito Maria!
Que bonita, Maria!