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E como já diria Dorothy, “não há lugar como o nosso lar”.

14 de junho de 2009: fim das férias. 15 de junho de 2009, acordo em GRU e volto à minha vida normal.
Depois de 31 dias de férias e 28 dias de viagem, o alívio virou saudade, a distância virou saudade, os pensamentos viraram saudade e me deu vontade de voltar pra casa.
É claro que foi um mês maravilhoso, sensacional, lindo e feliz. Talvez eu até pudesse passar a viver aqui algum dia, como fazem milhares de pessoas dos lugares mais surreais de todo o planeta. Mas essas pessoas, além de mais corajosas que eu, talvez não tenham pessoas tão legais pra deixar pra trás. Só que, bom, eu tenho.
Tenho uma mãe fofa, tenho amigos fodas, tenho (mentira, alugo) um apartamento gostoso e tenho uma vida pra lá de batuta. Tenho problemas, claro, mas levando em consideração que sou super saudável e nunca passei fome (por mais piegas que a afirmação pode parecer), meus “problemas” são só frescuras. Coisas que, com mais ou menos tempo, tenho condições de resolver e arquivar.
Sair da rotina é bom, mas grande parte de ser bom vem da segurança de saber que logo tudo voltará ao normal e tomará seu devido lugar. Assim como ter uma rotina é bom, mas grande parte de ser bom está em ter o controle nas mãos e poder quebrá-la sempre que quiser.
A partir de terça-feira, minha vida volta ao normal, meus twits voltam a0 normal, e até mesmo eu volto ao normal. É só eu descobrir o que “normal” significa. ;)
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[ Atenção, este é um post bem mimimi e bem menininha. Se quiser parar por aqui, obrigada por ter vindo, volte mais vezes. ]
A minha mente é mapeada por tags. É uma associação automática e involuntária que acontece entre nomes, imagens, músicas, cheiros e coração. É só ver ou ouvir alguma coisa que uma espécie de infográfico se forma na minha cabeça.
Hoje, pela milhonésima vez, aconteceu isso. Eu estava vendo o ffffound para ter idéias e eis que vejo o seguinte:

Só isso. Um recado de alguém que eu não conheço pra outro alguém que eu não conheço. E que mesmo assim me fez entrar numa máquina do tempo e ir parar em 2004, quando exatamente isso aconteceu.
Daí eu percebi que, sem querer, crio ícones mentais para cada uma das pessoas que são ou foram especiais para mim. Tem o cara com o melhor abraço do mundo, tem aquele com as mãos macias, tem aquele com cabelos de cachinhos que balançavam com o vento. Tem também aquele que chorou só porque me viu chorar, tem aquele que além de lindo e inteligente consegue ser legal, tem aquele que deu nome pras minhas bochechas e conversava com elas (não comigo). Tem o que me chama de Lícia, tem aquele com o sorriso mais bonito dessa vida, tem o que disse que eu sou “mó brother”, tem o que fala mil bobagens sobre tudo mas fica sem graça quando eu falo putarias porque “eu sou como irmã”. E aquele que eu conheci ainda menino, que fez mil perguntas sobre sexo (quando nem eu sabia direito) e depois cresceu e ficou lindo. Ah, e tem aquele de 2,02 m que não pode ver sangue, e também o que chorou como criança quando a mãe morreu (e eu não tive a menor idéia do que dizer). E aquele que só deixava eu passar a mão no cabelo dele.
Tem muitos eles, sem dúvida, mas também tem elas. Como a que tem câimbras nos pés todo dia frio, aquela que arrotava alto e fazia do quarto a maior bagunça que eu já vi e aquela liiinda que hoje mora láááá longe mas vai ser sempre minha irmã mais nova. Fora aquela com quem eu passava todas as tardes do ginásio, falando coisas “importantíssimas” e dançando (?). E aquela baixinha, na casa de quem eu dormi pela primeira vez fora. E aquela que estava do meu lado quando ele finalmente ligou.
As pessoas significam muito mais pra mim do que simples ícones idiotas que eu acabo criando. Até porque, se a importância delas pudesse ser resumida em uma linha, elas não seriam importantes o suficiente pra isso.
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