Entries tagged as ‘amizade’
Depois das férias, algumas pessoas me perguntaram sobre a volta, sobre como estaria sendo difícil tornar a trabalhar depois de 31 dias longe de tudo e de todos. Confesso que acordar com o despertador depois de tanto tempo não foi das coisas mais fáceis, mas na verdade eu estava me sentindo renovada.
Acontece que quando cheguei ao trabalho, percebi que mesmo tendo ficado fora, não fiquei totalmente ausente da vida de alguns dos meus amigos do trabalho. Fui recebida com demonstrações de carinho das mais variadas.
Mas uma delas eu preciso compartilhar. Lembram deste post? Pois é, entre uma das coisas que fizeram meu coração ficar mole, estava um diário que dois amigos fizeram sobre o que sentiam enquanto eu viajava. Fofos. E o diário termina assim:

São alguns detalhes e algumas demonstrações como essas que fazem a gente lembrar qual é o nosso lugar certo. É por pequenas coisas como essas que “voltar” pra casa é tão bom.
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Tagged: amigo, amizade, carinho, diário, férias, felicidade, recado, sentimentos, voltar
[ Atenção, este é um post bem mimimi e bem menininha. Se quiser parar por aqui, obrigada por ter vindo, volte mais vezes. ]
A minha mente é mapeada por tags. É uma associação automática e involuntária que acontece entre nomes, imagens, músicas, cheiros e coração. É só ver ou ouvir alguma coisa que uma espécie de infográfico se forma na minha cabeça.
Hoje, pela milhonésima vez, aconteceu isso. Eu estava vendo o ffffound para ter idéias e eis que vejo o seguinte:

Só isso. Um recado de alguém que eu não conheço pra outro alguém que eu não conheço. E que mesmo assim me fez entrar numa máquina do tempo e ir parar em 2004, quando exatamente isso aconteceu.
Daí eu percebi que, sem querer, crio ícones mentais para cada uma das pessoas que são ou foram especiais para mim. Tem o cara com o melhor abraço do mundo, tem aquele com as mãos macias, tem aquele com cabelos de cachinhos que balançavam com o vento. Tem também aquele que chorou só porque me viu chorar, tem aquele que além de lindo e inteligente consegue ser legal, tem aquele que deu nome pras minhas bochechas e conversava com elas (não comigo). Tem o que me chama de Lícia, tem aquele com o sorriso mais bonito dessa vida, tem o que disse que eu sou “mó brother”, tem o que fala mil bobagens sobre tudo mas fica sem graça quando eu falo putarias porque “eu sou como irmã”. E aquele que eu conheci ainda menino, que fez mil perguntas sobre sexo (quando nem eu sabia direito) e depois cresceu e ficou lindo. Ah, e tem aquele de 2,02 m que não pode ver sangue, e também o que chorou como criança quando a mãe morreu (e eu não tive a menor idéia do que dizer). E aquele que só deixava eu passar a mão no cabelo dele.
Tem muitos eles, sem dúvida, mas também tem elas. Como a que tem câimbras nos pés todo dia frio, aquela que arrotava alto e fazia do quarto a maior bagunça que eu já vi e aquela liiinda que hoje mora láááá longe mas vai ser sempre minha irmã mais nova. Fora aquela com quem eu passava todas as tardes do ginásio, falando coisas “importantíssimas” e dançando (?). E aquela baixinha, na casa de quem eu dormi pela primeira vez fora. E aquela que estava do meu lado quando ele finalmente ligou.
As pessoas significam muito mais pra mim do que simples ícones idiotas que eu acabo criando. Até porque, se a importância delas pudesse ser resumida em uma linha, elas não seriam importantes o suficiente pra isso.
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Depois de doses cavalares de mentiras e decepções, depois de críticas e julgamentos sobre minhas atitudes e opiniões, depois de ver algumas das minhas principais referências se desmancharem à minha frente, depois de me ver mergulhada em sentimentos confusos e inexplicáveis, resolvi assumir compromissos somente comigo.
Isso não quer dizer que deixarei de ser ética ou responsável, nem significa que deixarei de valorizar aquilo que acredito ser mais importante para a existência de uma pessoa – a amizade, tampouco que mudarei completamente meu jeito de ser como algumas pessoas já conhecem.
Significa sim que serei fiel aos meus desejos e sentimentos, que dispensarei relacionamentos que não me acrescentam nada positivo, que serei fútil e consumista o quanto achar que devo ser, que calarei verdades que me prejudicarão, que pensarei somente uma vez antes de tomar atitudes importantes, que não receberei passivamente ofensas claras ou veladas, que vou me render a prazeres mundanos com mais frequência.
Tentarei ainda, e ao máximo, separar minha vida real da virtual. Farei declarações fantasiosas sobre quem eu não sou apenas pela deliciosa diversão de confundir quem me rodeia mas não me conhece, levarei adiante os relacionamentos que nem sei se existem com pessoas que não posso assumir, falarei absurdos e impropérios como exercício de gerar discussões, suportarei à pressão somente até o ponto que me convir e cobrarei as recompensas por isso.
Terei uma vida mais seletiva sob todos os aspectos. E quem quiser se divertir às minhas custas, recriminando minhas escolhas e criticando minha conduta, que o faça como alternativa de escape por ter uma vida sem graça e infeliz.
Eu sou diferente.
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Um dia, cérebro e coração conversavam sobre seu relacionamento. Ambos concordavam a que dependência não é a forma mais sincera de relação, mesmo que parecesse ser a mais cômoda. Perceberam então que dependiam sim um do outro, mas que já não se completavam tão bem quanto antes.
Conversaram por horas.
Cérebro então disse que precisava de um tempo para pensar mais na vida, para planejar o futuro e se aperfeiçoar. Cérebro sentia falta de emoção. Enquanto isso, coração disse não gostar de bater sozinho, que precisava se apaixonar e sentir-se apaixonante a cada dia. Coração sentia falta de emoção.
Conversaram por horas.
Combinaram então que, em nome da parceria que tiveram por tanto tempo, buscariam individualmente o melhor para ambos. Já conheciam todos os detalhes sobre estarem juntos, com seus altos e baixos. Decidiram juntos que seria bom descobrir um outro ponto de vista sobre a mesma história, o ponto de fora.
Depois de tanto tempo juntos crando e fazendo um grande corpo crescer, tiveram vontades e necessidades próprias. Não conseguiriam mais dar comandos sincronizados para fazer com que esse corpo firme e crescido se movimentasse em uma só direção. Porque cérebro queria alcançar o céu e coração queria conquistar a terra.
Abriram mão desse corpo. Saindo fora da proteção inegável que ele oferecia, viram-se frágeis, vulneráveis, confusos. Coração então convidou cérebro para conversar e esclarecer algumas coisas, contar e conhecer as novas experiências que tinham tido nesse curto tempo.
Conversaram por horas.
Decidiram então voltar ao corpo recém abandonado. Esqueceram-se porém que um corpo sem cérebro nem coração não se sustenta sozinho. Ao voltar encontraram um corpo doente, estava fraco e já com seqüelas. Coração e cérebro já não tinham mais seus lugares esperando por eles, não eram mais posições intocáveis, não era mais um corpo confortável.
Coração então se pôs a pensar, cérebro então se pôs a sentir. E assim, mais uma vez, não estavam em sintonia. Precisavam conversar, mas nada mais havia para ser dito.
Desprotegidos pelo corpo, cérebro e coração começarão agora uma nova tentativa: construir e fazer crescer, cada um, um novo corpo diferente. E descobrir se sozinhos conseguem fazer algo tão forte e grande quanto o que tinham antes.
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Ele já não é mais o mesmo,
Eu já não sou mais a mesma.
Ele já não ri de qualquer coisa,
já não vai a qualquer lugar,
já não dorme em qualquer sofá,
Ainda nem sabe que fui noiva.
Já está mais ausente que presente,
Já não olha pra trás, os outros que saiam da frente,
Já não me liga de madrugada para contar besteiras,
às vezes faz parecer que tudo que digo é asneira.
Já não é meu amigo de toda hora,
Já tem horas que me sinto de fora,
Sem perceber, já me fez ir embora,
Já não está ao meu lado quando sou eu quem chora.
Já não me sinto mais importante
Também pudera, estamos distantes.
Já não se preocupa em me convidar,
Nem as novidades me contar.
Já não me dá mais nenhuma preferência
É como se alguém tivesse roubado a sua essência
Nem posso dizer que temos alguma desavença,
Mas algum dia também já não fará mais diferença.
Porque ele já não é mais o mesmo,
E eu já não sou mais a mesma.
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Essa história de trabalhar na internet, me divertir na internet ou então escolher pela internet o que vou fazer na minha vida real tem proporções inimagináveis. Eu, por exemplo, acabei fazendo novos amigos. Só um detalhe: nunca os vi.
É isso mesmo, nunca os vi, não sei onde trabalham, que idades têm, o que gostam de comer, quais suas vozes, com quem namoram ou são casados, se são loiros ou morenos, enfim, não sei nada! Mas são amigos. Não do tipo para quem eu contaria segredos ou pediria roupas emprestadas; aliás isso seria um modelo um pouco antigo de amizade, quase ultrapassado e démodé. Imagine que antes, por exemplo, símbolo de confiança era emprestar um CD e ter a certeza que ele voltaria com todos os “dentinhos” inteiros e com o encarte sem amassar. Hoje, CD… CD? Ã?
Amigos são aquelas pessoas com quem temos afinidades, ou seja, reconhecemos gostos em comum, interesses similares, para quem pedimos sugestões etc. Não sei se é impressão minha, mas depois que a gente passa da adolescência e termina faculdade, parece que fica mais difícil ver os amigos com freqüência. Então, na tentativa de manter contato, você os adiciona no Messenger e tudo quanto é rede social pra ficar conversando e acompanhando fotos de tempos em tempos e fingir que está super por dentro da vida alheia. Dá uma certa sensação de conforto acompanhar uma vida retratada e descrita, supre uma necessidade involuntária de contato, por menor que seja.
Daí que, bom, analisando dessa forma, a diferença entre meus amigos mais antigos e os que faço hoje em dia é a praticidade: pulando a etapa de conhecer ao vivo, todo o contato que se tem é lucro.
Outra diferença é que a evolução natural desse tipo de amizade é o contato pessoal, combinado via internet, claro. Assim surgiu o famoso #nob, com pessoas que sabem tanto sobre tudo que acontece na internet que, pra sair da mesmice, experimentam o peculiar hábito de beber e jogar conversa fora. Olha só que louco, não? E daí rola aquela coisa toda de abraçar, falar de futebol, tirar foto, falar sobre Lost e… publicar na internet.
É por isso que eu acho uma visão muito ultrapassada a de pessoas que imaginam geeks e nerds (vamos supor que exista alguma diferença) como pessoas sem amigos, que ficam horas em casa conversando nas salas de bate-papo por completa falta de amigos reais. Afinal de contas, que amigo pode ser mais real do que os amigos virtuais, não é mesmo? Daí você lê blogs, ouve os podcasts, acompanha as mudanças de humor pelo twitter e por aí vai. :)
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Tagged: amizade, cd, chat, contato, facebook, flickr, internet, jaiku, messenger, microblog, msn, nob, orkut, plurk, rede social, twitter