A cumplicidade, talvez ela em primeiro lugar. A liberdade de poder ser espontâneo, de poder sorrir e chorar quando se tem vontade, com a certeza de não decepcionar por estar sendo sincero. O humor e a capacidade de rir das pequenas e mais insignificantes graças que essa vida nos separa. O calor das mãos em dias de nariz gelado. O carinho gratuito demonstrado em pequenos gestos e toques. A preocupação e a gentileza em se cuidar voluntariamente de quem se gosta.
Às vezes lembro o que me entristece.
A sinceridade de saber que não existe o 100%. A frieza de saber que um lado sempre está enganado (mas há, neste caso, a compensação em saber que o enganado vive uma felicidade espontânea, mesmo que irreal). O ceticismo ao perceber que histórias tristes se repetem e histórias bonitas são cada vez mais raras. A superficialidade das palavras e a insignificância de atitudes que antes eram marcos. Os momentos ricos em detalhes, mas que logo se tornam descartáveis. Os finais.
O respeito não me encanta, me causa admiração apenas.
[ Atenção, este é um post bem mimimi e bem menininha. Se quiser parar por aqui, obrigada por ter vindo, volte mais vezes. ]
A minha mente é mapeada por tags. É uma associação automática e involuntária que acontece entre nomes, imagens, músicas, cheiros e coração. É só ver ou ouvir alguma coisa que uma espécie de infográfico se forma na minha cabeça.
Hoje, pela milhonésima vez, aconteceu isso. Eu estava vendo o ffffound para ter idéias e eis que vejo o seguinte:
Só isso. Um recado de alguém que eu não conheço pra outro alguém que eu não conheço. E que mesmo assim me fez entrar numa máquina do tempo e ir parar em 2004, quando exatamente isso aconteceu.
Daí eu percebi que, sem querer, crio ícones mentais para cada uma das pessoas que são ou foram especiais para mim. Tem o cara com o melhor abraço do mundo, tem aquele com as mãos macias, tem aquele com cabelos de cachinhos que balançavam com o vento. Tem também aquele que chorou só porque me viu chorar, tem aquele que além de lindo e inteligente consegue ser legal, tem aquele que deu nome pras minhas bochechas e conversava com elas (não comigo). Tem o que me chama de Lícia, tem aquele com o sorriso mais bonito dessa vida, tem o que disse que eu sou “mó brother”, tem o que fala mil bobagens sobre tudo mas fica sem graça quando eu falo putarias porque “eu sou como irmã”. E aquele que eu conheci ainda menino, que fez mil perguntas sobre sexo (quando nem eu sabia direito) e depois cresceu e ficou lindo. Ah, e tem aquele de 2,02 m que não pode ver sangue, e também o que chorou como criança quando a mãe morreu (e eu não tive a menor idéia do que dizer). E aquele que só deixava eu passar a mão no cabelo dele.
Tem muitos eles, sem dúvida, mas também tem elas. Como a que tem câimbras nos pés todo dia frio, aquela que arrotava alto e fazia do quarto a maior bagunça que eu já vi e aquela liiinda que hoje mora láááá longe mas vai ser sempre minha irmã mais nova. Fora aquela com quem eu passava todas as tardes do ginásio, falando coisas “importantíssimas” e dançando (?). E aquela baixinha, na casa de quem eu dormi pela primeira vez fora. E aquela que estava do meu lado quando ele finalmente ligou.
As pessoas significam muito mais pra mim do que simples ícones idiotas que eu acabo criando. Até porque, se a importância delas pudesse ser resumida em uma linha, elas não seriam importantes o suficiente pra isso.
C diz:
e eu achando que ERA brega…vc me superou!
Água… [ suddenly inverted ] diz:
hauahuahauahuahauhauah
Água… [ suddenly inverted ] diz:
cara.. a juventude ainda tem futuro
Água… [ suddenly inverted ] diz:
não é só créu
C diz:
se essa é a juventude que nos dá uma visão do futuro, meldels!
Água… [ suddenly inverted ] diz:
e aconteceu uma coisa maaaaais ou menos parecida comigo no colegial.
C diz:
hahahah contaê
Água… [ suddenly inverted ] diz:
bom.. eu estava recém-namorando meu namorado..
Água… [ suddenly inverted ] diz:
que tinha sido suspenso da aula um dia aí,..
Água… [ suddenly inverted ] diz:
nesse dia, o bedel entra na sala, interrompe a aula de biologia com uma caixa na mão e diz que é pra mim.
Água… [ suddenly inverted ] diz:
estranhei.. toda a classe curiosa…
Água… [ suddenly inverted ] diz:
na caixa tinha duas coisas: uma rosa vermelha e um mini-recado: “hoje ainda não pude dizer que te amo. te amo.”
Água… [ suddenly inverted ] diz:
toda a classe AND o professor fizeram “ooooooohhhhh”
Água… [ suddenly inverted ] diz:
e eu quase chorei!
C diz:
gravado e documentado no youtube?
Água… [ suddenly inverted ] diz:
puts.. não! uhauaha
Água… [ suddenly inverted ] diz:
mas tenho esse mini-recado até hoje!
Água… [ suddenly inverted ] diz:
eu não gosto de flor, mas até hoje é uma das memórias mais bonitas da minha vida. :’)
C diz:
awn…mas então…é brega, mas é bacana
C diz:
mas a vergonha alheia é gigante…pq ta no youtube!
Água… [ suddenly inverted ] diz:
ah.. mas essa galera de agora adooora aparecer no youtube.
Água… [ suddenly inverted ] diz:
Tem aqueles que filmam brigas..
Água… [ suddenly inverted ] diz:
tem os que filmam declarações breguinhas! hohho
C diz:
ai credo
Água… [ suddenly inverted ] diz:
sua insensível!!!
C diz:
tá bom, parei
C diz:
olha só
C diz:
recadinho pra vc…
C diz:
o NOME OMITIDO disse que vc possui os joelhos mais bonitos que uma garota pode ter
C diz:
;)
Água… [ suddenly inverted ] diz:
hauhauha
Um dia, cérebro e coração conversavam sobre seu relacionamento. Ambos concordavam a que dependência não é a forma mais sincera de relação, mesmo que parecesse ser a mais cômoda. Perceberam então que dependiam sim um do outro, mas que já não se completavam tão bem quanto antes.
Conversaram por horas.
Cérebro então disse que precisava de um tempo para pensar mais na vida, para planejar o futuro e se aperfeiçoar. Cérebro sentia falta de emoção. Enquanto isso, coração disse não gostar de bater sozinho, que precisava se apaixonar e sentir-se apaixonante a cada dia. Coração sentia falta de emoção.
Conversaram por horas.
Combinaram então que, em nome da parceria que tiveram por tanto tempo, buscariam individualmente o melhor para ambos. Já conheciam todos os detalhes sobre estarem juntos, com seus altos e baixos. Decidiram juntos que seria bom descobrir um outro ponto de vista sobre a mesma história, o ponto de fora.
Depois de tanto tempo juntos crando e fazendo um grande corpo crescer, tiveram vontades e necessidades próprias. Não conseguiriam mais dar comandos sincronizados para fazer com que esse corpo firme e crescido se movimentasse em uma só direção. Porque cérebro queria alcançar o céu e coração queria conquistar a terra.
Abriram mão desse corpo. Saindo fora da proteção inegável que ele oferecia, viram-se frágeis, vulneráveis, confusos. Coração então convidou cérebro para conversar e esclarecer algumas coisas, contar e conhecer as novas experiências que tinham tido nesse curto tempo.
Conversaram por horas.
Decidiram então voltar ao corpo recém abandonado. Esqueceram-se porém que um corpo sem cérebro nem coração não se sustenta sozinho. Ao voltar encontraram um corpo doente, estava fraco e já com seqüelas. Coração e cérebro já não tinham mais seus lugares esperando por eles, não eram mais posições intocáveis, não era mais um corpo confortável.
Coração então se pôs a pensar, cérebro então se pôs a sentir. E assim, mais uma vez, não estavam em sintonia. Precisavam conversar, mas nada mais havia para ser dito.
Desprotegidos pelo corpo, cérebro e coração começarão agora uma nova tentativa: construir e fazer crescer, cada um, um novo corpo diferente. E descobrir se sozinhos conseguem fazer algo tão forte e grande quanto o que tinham antes.
não tem tema, não tem foco, não tem regra, não tem periodicidade de atualização, não tem compromisso com nada, não tem compromisso com ninguém, não tem a intenção de agradar, não tem a intenção de ofender, não tem fins lucrativos, não tem pé nem cabeça e muitas vezes não tem noção das coisas.
por que raios, em campanhas nacionais, a Bündchen sempre faz essas poses de "Oops, dei mal jeito na coluna!"? http://tinyurl.com/yl8n8j4 O.o 2 hours ago
RT @minimperativos: @Agua_: E um convescote feito na bricolagem, hein? // praticamente um "churras na laje" :P 3 hours ago
palavra feia que aprendi hoje: bricolagem (dá pra dizer que é o mesmo que quebra-galho. hahhaha) 3 hours ago