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Live from Pindaibaland

October 9, 2008 · 1 Comment

Depois de alguns acontecimentos extraordinários em minha enxuta família de duas pessoas, ficou resolvido que o final de ano seria diferente. Comprei passagens, reservei pousada e desde então estou morando em Pindaibaland!

Aqui, em Pinda, a gente vive de um jeito muito próprio. Temos hábitos peculiares, muito característicos. Por isso, com essa história de dólar subindo e bolsa caindo, senti-me quase que na obrigação de escrever um pequeno guia turístico para o caso de você vir nos visitar. Uma espécie de manual prático com dicas sobre como agir por estas bandas.

jeitinho

Diversão:

Em Pindaibaland, as pessoas não vão ao cinema (principalmente quando não se é mais estudante). Sim, nós gostamos de filmes. Mas cinema já não é mais a opção mais barata de entretenimento, ainda mais quando se vai direto do trabalho. Nestes casos, além de estacionamento, pipocas, MMs e afins, ainda se inclui o jantar.

Em Pindaibaland nós amamos a televisão e a lata de Pringles que pode durar até quatro dias. Daí, é só apagar a luz e fingir que está no cinema. Eu, por exemplo, que não sou nenhuma fã de A Favorita, to aqui curtindo um Jason Bourne enquanto escrevo este post. Ó que beleza!

Compras:

Em Pindaibaland, nós mulheres praticamos o autocontrole. Enquanto estamos aqui percebemos que não é preciso comprar um sapato por mês. Quem dirá dois! Daí, partindo dessa lógica, decidi que também não vou comprar calça jeans, camiseta importada, segundos presentes para a amiga-irmã que vai casar ou um novo travesseiro (simplesmente porque de uma hora pra outra, dois travesseiros ficou pouco).

Aproveitarei minha vinda pra cá para voltar a usar alguns sapatos abandonados e, quando fizer um calorzinho, estrear aquela sapatilha linda que ainda está na embalagem em que chegou da loja. Vou também reformar algumas calças que ficaram folgadas (uhu!)

Baladas:

A gente se diverte pra caraaaamba em Pinda! O amigo que vai morar em Portugal vai dar despedida, aí não tem como fugir. Mas depois, vamos curtir as baladinhas mais “intimistas”, como um open house, por exemplo.

E daí que suas duas melhores amigas moram longe de Pindaibaland e fazem aniversário no mesmo mês?! E daí que a galera do colegial (ah, aquilo sim era vida!) resolveu dar um churrasco e que você, vegetariana, paga como carnívoros? E daí que seu amigo que ganha 3 vezes mais que você mania de te chamar pra jantar no esquema cada-um-paga-o-seu?! E daí que a empregada que limpa a sua casa resolveu aumentar o preço que cobra? (ok, empregada não tem a ver com balada, me empolguei.)

Nessas horas, a gente usa o bom senso. Vai no que dá, paga tudo que vai, economiza no resto que der se quiser muito ir num lugar sem pechincha.

Bom, basicamente, é isso! Se vierem pra cá, me liguem de seus celulares pré-pagos, ok?! Beijo!

Categories: economia · sociedade
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Apostando na futilidade

September 19, 2008 · Leave a Comment

Aos poucos vou me entregando às delícias da vida fútil.

No mês passado, por exemplo, comprei 3 sapatos. Parece besteira aquela teoria de fazer terapia em shopping Center; eu me negava a acreditar que fazer compras pudesse magicamente resolver todos os problemas não-solucionáveis do meu universo interior. Quando menos percebi, lá estava eu: comprando meu mais novo All Star (último dos 3 sapatos) e me dando conta de que, por alguns momentos, todo o vazio que eu sentia parecia ser preenchido.

Também no último mês combinei com duas amigas e um amigo que nossas próximas férias serão perfeitas. (Grandes planos que, se depender da minha vontade, nada vai atrapalhar. Nem mesmo a falta de dinheiro.) E como reencontrei grandes amigos, saí mais do que estava acostumava e também não fiz economia: foram reais e mais reais muito bem gastos, sem nenhum remorso.

No final do ano, passagens compradas: nordeste, aí vou eu! E como é uma viagem de família, também não fiz economia: eu e minha mãe por minha conta. E de vôo direto, porque escala acaba com qualquer um!

Hoje me dei conta do que é fato: preciso cuidar da aparência, ficar gata ou o mais próximo possível disso. Voltei pra casa, parei em um cabeleireiro metido à besta e marquei horário sem nem perguntar o preço. Logo em seguida, não deu pra segurar: perguntei, assustei, mas não perdi a pose. Espero que valha à pena.

Domingo agora, tem maratona – Porque estou numa fase fútil, mas não vou deixar de ser eu mesma, né? Fazer algum esporte, pra mim, é fundamental. Seja qual for! Mas o cabelo novo é pra eu chegar toda glamour no casamento de um casal de amigos. Eu e meus cachos num vestido longo preto à prova de qualquer frente fria maldita de um inverno atrasado.

Porque agora comigo vai ser assim. Se ter conteúdo e ser gente boa nunca me adiantou em nada, vou me render ao que todo mundo compra: a embalagem!

Categories: pensando alto
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