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Entries tagged as ‘férias’

o outro recado

June 18, 2009 · 2 Comments

Depois das férias, algumas pessoas me perguntaram sobre a volta, sobre como estaria sendo difícil tornar a trabalhar depois de 31 dias longe de tudo e de todos. Confesso que acordar com o despertador depois de tanto tempo não foi das coisas mais fáceis, mas na verdade eu estava me sentindo renovada.

Acontece que quando cheguei ao trabalho, percebi que mesmo tendo ficado fora, não fiquei totalmente ausente da vida de alguns dos meus amigos do trabalho. Fui recebida com demonstrações de carinho das mais variadas.

Mas uma delas eu preciso compartilhar. Lembram deste post? Pois é, entre uma das coisas que fizeram meu coração ficar mole, estava um diário que dois amigos fizeram sobre o que sentiam enquanto eu viajava. Fofos. E o diário termina assim:

metoo

São alguns detalhes e algumas demonstrações como essas que fazem a gente lembrar qual é o nosso lugar certo. É por pequenas coisas como essas que “voltar” pra casa é tão bom.

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arrumando as malas

June 14, 2009 · 1 Comment

E como já diria Dorothy, “não há lugar como o nosso lar”.

14 de junho de 2009: fim das férias. 15 de junho de 2009, acordo em GRU e volto à minha vida normal.

Depois de 31 dias de férias e 28 dias de viagem, o alívio virou saudade, a distância virou saudade, os pensamentos viraram saudade e me deu vontade de voltar pra casa.

É claro que foi um mês maravilhoso, sensacional, lindo e feliz. Talvez eu até pudesse passar a viver aqui algum dia, como fazem milhares de pessoas dos lugares mais surreais de todo o planeta. Mas essas pessoas, além de mais corajosas que eu, talvez não tenham pessoas tão legais pra deixar pra trás. Só que, bom, eu tenho.

Tenho uma mãe fofa, tenho amigos fodas, tenho (mentira, alugo) um apartamento gostoso e tenho uma vida pra lá de batuta. Tenho problemas, claro, mas levando em consideração que sou super saudável e nunca passei fome (por mais piegas que a afirmação pode parecer), meus “problemas” são só frescuras. Coisas que, com mais ou menos tempo, tenho condições de resolver e arquivar.

Sair da rotina é bom, mas grande parte de ser bom vem da segurança de saber que logo tudo voltará ao normal e tomará seu devido lugar. Assim como ter uma rotina é bom, mas grande parte de ser bom está em ter o controle nas mãos e poder quebrá-la sempre que quiser.

A partir de terça-feira, minha vida volta ao normal, meus twits voltam a0 normal, e até mesmo eu volto ao normal. É só eu descobrir o que “normal” significa. ;)

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Aprendendo a olhar pra cima

May 25, 2009 · 5 Comments

Estou atualizando pouco o blog, o twitter e o flickr. Não estou entrando no Messenger e só vejo o gtalk uma vez por dia pra ver se tem e-mail novo. Não tenho visto sites legais e nem notícias interessantes. Skype só pro tradicional “oi” pra minha mãe. E tudo isso tem um grande motivo: estou de férias.

Não são férias do trabalho e nem da escola, são férias de mim mesma, da minha vida habitual, das minhas rotinas nem sempre opcionais, das pessoas que eu não gosto, também das que eu gosto, da minha casa, dos meus seriados preferidos, do meu celular, de tudo. Absolutamente tudo.

Coloquei algumas coisas essenciais dentro de uma mala não muito grande e vim para uma cidade onde nunca estive, “morar” com uma amiga com quem não convivia havia 3 anos, dividir apartamento com 2 caras que nunca antes vi na vida. Acabo de chegar em casa depois de passar o dia inteiro andando meio que sem rumo.

Mas em pouquíssimo tempo, uma cidade de arranha-céus te ensina uma coisa imprescindível: de vez em quando, pare tudo o que estiver fazendo e simplesmente olhe para cima. Na biblioteca, por exemplo, vi o teto mais bonito do que de qualquer igreja. Ao ar livre vi pássaros alheios a toda a confusão urbana e, sobre os altíssimos prédios empresariais nos quais milhões de pessoas trabalham para destruir e construir coisas, vi arte. São telhados trabalhadíssimos, com formas e cores, que como desculpa por invadir o céu azul compensam a intromissão oferecendo esculturas.

Janelas em arcos, caixas d’água antigas, letreiros luminosos, sinalizações. Uma realidade à parte, ignorada, mas tão real quanto o que estamos acostumados a ver. As coisas ficam mais bonitas e parecem até fazer mais sentido quando mudamos um pouco só nosso ponto de vista, quando fugimos de um olhar viciado. Você percebe que por mais caótico que a vida pareça, tudo tem seu objetivo, todos têm seu lugar.

NYC 051

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