Na última semana passei por fortes emoções ao ter que tomar decisões e lutar por coisas que quero e nas quais acredito. Dito assim, parece até que sou uma revolucionária lutando contra o sistema, uma coisa bem Che Guevara. Mas apesar de estar sim lidando com situações desconfortáveis impostas pela sociedade, minha motivação era pura e exclusivamente egoísta: meu futuro profissional.
Hoje, conversando com amigos, percebi que meu ato heróico teve um desfecho bizarro. Metaforicamente, eu lacei um cavalo selvagem, montei nele sem cela, cavalguei até o leito do ditador, olhei fundo pra ele, disfarcei meu nervosismo, mirei nele e dei um tiro! Mas do cano da minha arma saiu uma bandeirola feita com tecido de cueca samba-canção na qual lia-se claramente: BANG! Percebi que apesar de toda a pose meu ataque foi bizarro e pouco estratégico. Percebi claramente que o imperador e seus soldados riram de mim segundos após eu virar as costas.
Percebi isso hoje, no final do dia. Assim que pude, fui pra casa me odiar um pouco e alugar a orelha do meu não-namorado com mil desabafos sobre o quanto me sentia. Era um misto de burra com despreparada, de inexperiente com incapacitada. Mas a coisa me incomodou mais que tudo era uma só: eu não tinha a quem culpar. O erro era meu. E eu tinha que assumir isso pra mim mesma. Oh God!
Quem me conhece sabe que sou muito exigente com os outros, com a forma com que eles agem e trabalham. Não tolero incompetência e muito menos falta de inteligência. Xingo com vontade até a raiva passar, pra desabafar mesmo. Mas dessa vez a burra fui eu, eu simplesmente não tinha em quem descontar minha raiva, não tinha a quem responsabilizar. Tive que assumir pra mim mesma o quão fraca eu tinha sido. Justo eu que sou cricri ao extremo, justo eu que estou acostumada a consertar o erro alheio. Como é que eu fui errar justo numa hora decisiva?
Aprendi que não estou pronta para agir sob pressão como eu achava que estava. Preciso aprender. Mas enfim… não chegarei a nenhuma conclusão bonita ou poética. Queria mesmo só desabafar e confessar publicamente: sou uma idiota. Se você estiver lendo isso com alguma expectativa de achar uma moral da história, sinto muito: #fail.
(achou o post sem graça? Problema seu! Leia o destaque “este blog” na coluna da direita.)
