Estou atualizando pouco o blog, o twitter e o flickr. Não estou entrando no Messenger e só vejo o gtalk uma vez por dia pra ver se tem e-mail novo. Não tenho visto sites legais e nem notícias interessantes. Skype só pro tradicional “oi” pra minha mãe. E tudo isso tem um grande motivo: estou de férias.
Não são férias do trabalho e nem da escola, são férias de mim mesma, da minha vida habitual, das minhas rotinas nem sempre opcionais, das pessoas que eu não gosto, também das que eu gosto, da minha casa, dos meus seriados preferidos, do meu celular, de tudo. Absolutamente tudo.
Coloquei algumas coisas essenciais dentro de uma mala não muito grande e vim para uma cidade onde nunca estive, “morar” com uma amiga com quem não convivia havia 3 anos, dividir apartamento com 2 caras que nunca antes vi na vida. Acabo de chegar em casa depois de passar o dia inteiro andando meio que sem rumo.
Mas em pouquíssimo tempo, uma cidade de arranha-céus te ensina uma coisa imprescindível: de vez em quando, pare tudo o que estiver fazendo e simplesmente olhe para cima. Na biblioteca, por exemplo, vi o teto mais bonito do que de qualquer igreja. Ao ar livre vi pássaros alheios a toda a confusão urbana e, sobre os altíssimos prédios empresariais nos quais milhões de pessoas trabalham para destruir e construir coisas, vi arte. São telhados trabalhadíssimos, com formas e cores, que como desculpa por invadir o céu azul compensam a intromissão oferecendo esculturas.
Janelas em arcos, caixas d’água antigas, letreiros luminosos, sinalizações. Uma realidade à parte, ignorada, mas tão real quanto o que estamos acostumados a ver. As coisas ficam mais bonitas e parecem até fazer mais sentido quando mudamos um pouco só nosso ponto de vista, quando fugimos de um olhar viciado. Você percebe que por mais caótico que a vida pareça, tudo tem seu objetivo, todos têm seu lugar.
